sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mãe, amor único!

Os dias passam, mas a dor não.
Como eu queria ter mais um tempo com minha mãe, foram poucos os momentos em que me vi como a filha amada que amava a mãe, as escolhas que eu fiz me afastaram da minha mãe muito cedo, aos 16 anos já ganhava o mundo.A única vez em que fiquei unida a ela após a adolescência foi na minha licença maternidade aos 27 anos.
Eu estava feliz sabia que estava próximo um novo momento nosso, já que estou grávida e em breve estarei em casa, sozinha, minha bebê sente o que sinto e isso me entristece, por mais que eu queira me sentir feliz por estar com essa benção em meu ventre que graças a Deus está saudável, não dá.
Não há um dia sequer que meu rosto não sinta minhas lágrimas, até mesmo porque sinto muita falta do carinho, afeto e amor que minha mãe me dava, sentimentos esse que não tenho de mais ninguém....Grávida, triste e carente, três coisinhas que não combinam, me preocupa o fato de saber que não a terei do meu lado na maternidade, seu ar preocupado com sua voz doce, me achava uma fortaleza quando a rocha era ela. Mulher forte e batalhadora!
Mas essa dor não é só minha, muitos sofrem com a falta dela, a porta da sua casa sempre estava aberta e era comum as pessoas pedirem seus conselhos.Seu sorriso largo era encantador e ainda ouço seus barulhos que fazia enquanto comia só pra fazer a gente reclamar e dava risada.
Queria parecer só um pouquinho com ela.
Saudade!!!!

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